O que causa a Síndrome do Intestino Irritável?

As causas exatas da SII ainda não são completamente conhecidas, mas vários fatores parecem estar envolvidos, como:


  • Alterações na motilidade intestinal (movimentação dos músculos do intestino);

  • Hipersensibilidade visceral (intestino mais sensível à dor);

  • Desequilíbrios na microbiota intestinal;

  • Processos inflamatórios de baixo grau;

  • Estresse e fatores emocionais;

  • Infecções gastrointestinais anteriores;

  • Intolerâncias alimentares não diagnosticadas.

Cada paciente pode apresentar gatilhos diferentes, por isso o tratamento precisa ser individualizado.


Principais sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

  • Dor abdominal recorrente;

  • Sensação de inchaço ou distensão abdominal;

  • Alterações no padrão das evacuações (diarreia, constipação ou ambos);

  • Gases em excesso;

  • Sensação de evacuação incompleta.

Esses sintomas costumam melhorar após a evacuação e podem ser intermitentes — ou seja, surgem e desaparecem em períodos diferentes.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da SII é clínico, ou seja, feito durante a consulta médica ou nutricional, baseado em critérios específicos, como os Critérios de Roma IV.

É importante descartar outras condições, como doença celíaca, intolerâncias alimentares, doença inflamatória intestinal e câncer colorretal, principalmente se houver sinais de alerta, como perda de peso significativa ou sangramento retal.

Tratamento nutricional da Síndrome do Intestino Irritável

Uma alimentação adequada é uma das estratégias mais eficazes para controlar a SII.Dentre as principais recomendações, destacam-se:


1. Ajustes alimentares básicos:

  • Redução de alimentos ultraprocessados;

  • Evitar excesso de carne vermelha, açúcares simples e alimentos gordurosos;

  • Em alguns casos, testar a exclusão de glúten e lactose.


2. Estratégia Low FODMAP:

A dieta Low FODMAP consiste em reduzir temporariamente alimentos ricos em certos tipos de carboidratos fermentáveis, que são mal absorvidos no intestino e podem piorar os sintomas.

Essa abordagem é feita em três fases:

  1. Restrição (eliminação dos alimentos ricos em FODMAPs);

  2. Reintrodução controlada (testar cada grupo alimentar);

  3. Manutenção personalizada.

Importante: essa dieta deve ser feita com orientação profissional para evitar deficiências nutricionais.


3. Suplementação:

Dependendo da necessidade de cada paciente, podem ser utilizados:

  • Probióticos para restaurar a microbiota intestinal saudável;

  • Fitoterápicos com ação anti-inflamatória e calmante do trato gastrointestinal;

  • Enzimas digestivas para melhorar a digestão;

  • Correção de hipocloridria (baixa produção de ácido no estômago), quando presente.


4. Controle do estresse:

O manejo do estresse, ansiedade e saúde mental é fundamental para o sucesso do tratamento, já que o intestino e o cérebro estão diretamente conectados pelo chamado eixo intestino-cérebro.

Terapias complementares como meditação, técnicas de respiração e até a psicoterapia podem ser indicadas.


A importância do acompanhamento nutricional

Cada pessoa com SII apresenta um perfil diferente: o que funciona para um paciente pode não funcionar para outro.Por isso, o acompanhamento nutricional personalizado é essencial para:

  • Identificar e controlar gatilhos alimentares;

  • Reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas;

  • Melhorar a qualidade de vida;

  • Corrigir desequilíbrios nutricionais.

Com um plano alimentar adequado, é possível viver bem, mesmo com o diagnóstico da SII.


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